Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Métodos e benefícios do cultivo de uma fazenda de minhocas

As minhocas são seres presentes em todo o mundo, não apresentam risco para a saúde e são indicativo da qualidade do solo, por ser uma animal inofensivo e de locomoção reduzida pode ser facilmente capturado, de reprodução sexuada consegue produzir de 100 a 140 filhos por ano o que torna fácil sua manutenção em cativeiro.

Se engana quem imagina que uma fazenda de minhocas  tem como único objetivo o passatempo semelhante ao que acontece com a fazenda de formiga. Milhares são os motivos de se criar minhocas, e o mais usual é para a fabricação de adubos orgânicos ricos em húmus. Mas o que exatamente são minhocas? E por que criá-las em fazendas?E o que faz do húmus algo tão importante para as plantas e jardins? Descubra tudo isso lendo o texto a seguir.

 

O que são minhocas

São animais anelídeos encontrado por todo o globo terrestre que não possuem membros superiores e inferiores, existem especies que possuem alguns milímetros e outra que alcançam mais de 2 metros de comprimento, são animais subterrâneos que ingerem junto com a terra diversos detritos que são a origem dos nutrientes necessários para sua sobrevivência. As minhocas possuem sistema digestivo completo que se inicia na boca e termina no anus, a matéria restante do processo digestivo é chamada de húmus. As minhocas são muito utilizadas para iscas de pesca e para melhorar solos pobres. Seu beneficio para a natureza está no fato das minhocas atuarem como principais agentes na formação de húmus, na aeração dos solos ocasionado pelos canais subterrâneos criado por elas e são as minhocas uns dos agentes que levam até a superfície os minerais encontrados nas camadas mais profundas da terra.

 

O que são fazendas de minhocas

Fazenda de minhocas também conhecida como minhocário é o nome dado para o criadouro  de minhocas. Geralmente montados em um tablado  com borda saliente com altura de 0,30 a 0,50 centímetros e área de aproximadamente 1 metro quadrado,  coberto com terra de modo a separá-lo do solo evitando assim a fuga das minhocas e a predação das mesmas por sangue sugas, formigas e etc.



Qual intuito de ser criar uma fazenda de minhoca

Diversos são os motivos para se montar uma fazenda de minhocas, alguns dos casos mais importantes são: Produzir minhocas com intuito de ter iscas vivas para pesca,  produzir minhocas para alimentação humana ou de outros animais, fazer a compostagem de material orgânico residencial, e reprodução para venda de minhocas vivas com intuito de recuperar áreas degradadas. De todos estes motivos o que mais se destaca e tem maior uso atualmente é o de degradação de matéria orgânica em húmus, seja para eliminar excesso de resíduos orgânicos ou para venda de húmus. A procura por este sistema está em alta por substituir uma gama de adubos químicos do mercado e por dar fim naquela pilha de lixo orgânico que sempre fica misturada com materiais inorgânicos. No que se trata de adubação  o minhocário é indicado quando existe a necessidade de humos no entanto não pode haver a presença da minhoca, geralmente em produção de flores se dispensa o uso da minhoca direto na cultura pois a mesma ao criar seus tuneis acabam derrubando as frágeis plantas.

 

 

 


O que é húmus e qual a sua importância para a jardinagem

O húmus é a matéria orgânica resultante da decomposição de materiais orgânicos, seja de plantas ou animais, pode ser considerado o ultimo estagio da decomposição, por ser resultado da degradação de materiais orgânicos é muito rico em minerais, enzimas e possui moléculas de nitrogênio já quebradas facilitando o processo de absorção e sintetização do mesmo pelas plantas. Sua estrutura permite a aglomeração em especie de flocos o que impede a compactação do solo onde o húmus está presente. Utilizar humos se mostra mais eficiente do que o uso de adubos químicos pois é isento do risco de salinização do solo, alem de possuir fungos e bactérias que agem em prol do ecossistema de qualquer jardim.

publicado por olga pires às 16:47

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013

Diferentes sistemas de irrigação: escolha o melhor para o seu jardim

Existem diferentes tipos de sistemas de irrigação que diferem essencialmente com as diferentes necessidades de cada cultura. É importante que o seu jardim possua um sistema de irrigação adequado às culturas que pretende cultivar de forma a que estas cresçam saudavelmente.


 Tipos de sistemas de irrigação


De forma a poder escolher o sistema de irrigação mais adequado para as suas culturas, é importante saber de que se tratam os diferentes tipos de irrigação existentes.




Sistema de irrigação por mangueira


No caso do seu jardim ser de pequenas dimensões e as suas culturas possuírem uma grande necessidade de água, o sistema de irrigação mais conveniente para o seu caso é o da mangueira. Poderá instalar um dispersor na ponta que o ajudará a controlar a intensidade e a forma de saída da água. Este sistema de irrigação possuí a principal vantagem de ser bastante econômico.


 

 



Sistema de irrigação por gotejamento


Neste tipo de sistema a água é conduzida para as culturas sob pressão em tubos e é aplicada no solo através dos chamados emissores nas zonas perto das raízes. Este tipo de sistema de irrigação possuí uma eficiência de perto de 90%, mas possuí a desvantagem de possuir um custo elevado de implementação.

Este será o sistema de irrigação que deverá ser escolhido para culturas pequenas e especialmente em floricultura, podendo ainda ser aplicado em culturas de hortaliças e flores, principalmente se estas culturas tiverem necessidades reduzidas de água.

Outra das características deste sistema, é que este pode ser aplicado à superfície do solo ou enterrado o que poderá fazer alguma diferença em alguns tipos de cultura.


 

 


Sistema de irrigação por micro aspersão


Este tipo de sistema de irrigação possui uma grande eficácia, pelo menos quando comparada com o sistema de micro aspersão convencional, sendo que é o sistema mais escolhido para as culturas perenes.


 

 



Sistema de irrigação por aspersão


O sistema por aspersão distribuí a água de forma uniforme por todo o jardim, adequado para culturas com necessidades de água semelhantes entre si. Este é também o sistema de irrigação mais escolhido para relvados. Dentro deste sistema de irrigação poderemos encontrar ainda diferentes tipos de aspersores que podem ser estáticos, giratórios ou oscilantes:


- Aspersão estática. Neste caso existe uma base fixa que encaixa na ponta de uma mangueira e a água sai através de pressão mimetizando a água da chuva;

- Aspersão giratória. Este tipo de aspersão possuí um mecanismo semelhante à aspersão estática com a diferença que a área que conseguem abranger é maior;

- Aspersão oscilante. Este tipo de aspersão é a mais versátil quando comparada com os outros tipos de irrigadores. Neste caso, o fluxo de água provoca a movimentação de um dispositivo chamado de braço perfurado, onde a água é espalhada em meia lua.


 

 


Sistema de irrigação por pivô central


Este tipo de sistema de irrigação apresenta uma tubulação, isto é, um sistema de tubagens metálicas onde são instalados os aspersores.  O sistema de tubagem recebe a água que se encontra situada num dispositivo central sob pressão, que é chamado de pivô e que é apoiado em torres metálicas triangulares montadas sob rodas, como os pneus encontrados nos automóveis. As torres estão em movimento constante acionadas por dispositivos eléctricos ou hidráulicos, realizando movimentos concêntricos em volta do ponto do pivô. É o movimento da última torre que inicia uma reação de avanço em cadeia de forma progressiva para o centro. Este tipo de irrigação é utilizado em culturas que ocupem uma área de terreno bastante elevada, rondado os hectares. Podemos encontrar este sistema de irrigação em culturas como é o caso dos cereais, sendo que este sistema de irrigação pode ser também aproveitado para fornecer fertilizante às culturas.



 

publicado por olga pires às 23:13

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

As orquídeas mais raras do mundo

As orquídeas são das flores mais raras e belas que existem. Idolatradas pelos japoneses, que se dedicam incansavelmente ao seu cultivo (por questões culturais), as orquídeas existem em quase todas as cores, tamanhos e formatos. Estima-se que no mundo existam mais de 35 mil variedades.

 

Delicadas, belas e simples. Assim são as orquídeas, flores com características únicas e bastante sensíveis. Daí, existirem muitas espécies raras. A orquídea exige muitos cuidados, climas muito específicos e locais com bastante sombra. Afinal, eles carecem de muita sombra para se desenvolverem e florescerem.

No Japão, esta flor representa a beleza e remete para a disciplina japonesa que eleva a categoria de arte a decorações florais:  Ikebana. Só neste país deverão existir à volta de 2500 variedades de orquídeas ou mais. Já em termos globais são mais de 35 mil, sendo raros os países onde não se encontra alguma espécie desta planta.

As orquídeas pertencem à família Orchidaceae, uma das maiores famílias botânicas. Elas são encontradas nos mais variados tamanhos, cores e formas e, à exceção da Antártida, estão presentes em todos os restantes continentes do mundo, principalmente nas regiões tropicais.

 

As orquídeas mais raras do mundo

1. Orquídea negra

É para muitos especialistas a mais rara. Apesar de se chamar ‘negra’ o seu tom é vermelho púrpura  escuro. Por ser um tom tão forte as pessoas acabam por ter a impressão de que são pretas. Esta qualidade de flor tem apenas um centímetro de diâmetro e consegue dar flor mais do que uma vez por ano. A espécie chama-se Maxillaria schunkeana e é muito comum nas florestas do Espírito Santo, no Brasil. Deriva do género Maxillaria, que se divide em 700 espécies. Muitos dizem que é nativa da Florida, nos Estados Unidos, sendo no entanto apontados outros possíveis locais de origem.  



2. Cypripedium acaule


Esta espécie já existiu em abundância no continente europeu, nomeadamente nos países do leste. Contundo, a sua excessiva recolha para utilizar nas mais variadas decorações colocou esta orquídea num estado de quase extinção. Portanto, se pretender adquirir um destes espécimes perca a ilusão. Afinal, as poucas que restam estão protegidas em parques nacionais, pelo que é muito difícil encontra-las à venda. Entre as suas caraterísticas específicas está o caule, que tem diversas folhas distribuídas pelo comprimento. Esta planta geralmente tem três flores, com pétalas e sépalas da mesma cor.


 

 



3. Orquídea Dourada de Kinabalu


Outra das espécies em vias de extinção é esta qualidade de orquídea. A Dourada de Kinabalu pode ser apreciada numa pequena área do Parque Nacional de Kinabalu, na ilha de Bornéu, na Malásia. No entanto, neste caso ainda pode encontrar algumas destas orquídeas à venda. Mas, por ser extremamente rara, pode custar cerca de 3620 euros.  As suas pétalas são verdes, com manchas vermelhas e demora 15 anos a desenvolver-se e a presentear-nos com as suas belas flores.

Se procura uma destas orquídeas, lembre-se que ela se desenvolve em locais húmidos ou com muita água. É uma flor da primavera, pelo que no hemisfério Norte pode encontrá-la entre março e abril e  no hemisfério Sul, apenas em setembro ou outubro.

 


4.Orquídea Shenzhen Nongke


Em 2005, esta flor foi vendida num leilão a um comprador anónimo por mais de 193 mil euros. O acontecimento permitiu que o mundo ficasse a conhecer este género de orquídea e se mostrasse interessado em apreciar a planta de perto. É rara, porque foi humanamente manipulada e concebida. Assim, não será difícil comprar alguma para ter em casa, desde que tenha poder económico para tal. Esta flor foi produzida pelo grupo chinês Shenzhen Nongke, após um trabalho de oito anos de pesquisas. É única e especial pois trata-se da flor mais cara de sempre que foi produzida pelo Homem.



 


5. Ophrys sphegodes


É outra das raridades que ainda existem na natureza, mas só alguns podem apreciá-la. Tudo porque já não existe. Esta planta apenas 'sobrevive' na Alemanha e tem pétalas amarelas e vermelho vivo. Só alguns colecionadores ainda detêm esta espécie. Esta orquídea foi encontrada há apenas 30 anos, mas a elevada procura e pouca proteção fez com que esteja praticamente extinta.



 

 


6. Habenaria repens


É a única orquídea aquática que os especialistas conhem. Encontra-se na Costa Rica. Ela pertence ao género Habenaria e as suas flores crescem bem em regiões cujo clima é subtropical. É uma planta que gosta de locais húmidos e é possível encontrá-la em todo o seu esplendor junto a lagos e pequenas ribeiras. Além de ser a única a sobreviver no meio hóstil da água e extrema humidade, tem a capacidade de 'hibernar', voltando a despertar pouco tempo depois e produzindo flores a um ritmo impressionante.

 

 

 

Tome nota


Sabia que existem três tipos de classificação para as orquídeas? Esta definição tem em consideração o habitat de origem. As epífitas são aquelas que vivem ‘agarradas’ a troncos de árvores, e aqui realizam a fotossíntese, através dos nutrientes que chegam pelo ar e pela chuva. As terrestres são aquelas que vivem na terra e são por isso as mais fáceis de encontrar. As rupícolas são as orquídeas que vivem sobre rochas, fixadas nos líquenes das fendas.

 

 

publicado por olga pires às 17:41

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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

A função das flores num jardim

Introdução


Um grande número de pessoas seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo passa horas admirando e sentindo os agradáveis aromas emitidos por um jardim florido.

O que muitos não sabem é que além de sua beleza estética as flores desempenham um papel importante para reino vegetal: atuam como órgão reprodutor das plantas auxiliando na continuação da espécie.


 

 



Polinização: Principal Função de Uma Flor


A presença de flores constitui na principal característica de vegetais angiospermas, estes pertencem ao grupo de plantas vasculares que possuem flores e frutos da qual fazem parte diferentes espécies de árvores, arbustos e ervas.

A principal função de uma flor é possibilitar que as células reprodutivas masculinas e femininas de uma determinada planta se unam promovendo a perpetuação da espécie fenômeno chamado de polinização.

Este processo acontece da seguinte maneira: no momento em que a flor amadurece estruturas chamadas sacos polínicos são abertos liberando microscópicos elementos de reprodução masculino chamados grãos de pólen.

Durante a polinização estes microscópicos grãos de pólen são transportados para o estigma: órgão reprodutor feminino. Uma vez fecundado os óvulos darão origem as sementes que consequentemente irão resultar em um novo vegetal.



 

 



Transformação de Flores em Frutos


Terminado o processo de fecundação dos óvulos em seu interior tem início outra função das flores que começa com a modificação do seu ovário que passa a sofrer influências de hormônios vegetais específicos.

Este fato resulta em modificações no tecido ovariano das flores que passa a crescer, ganhar consistência, cores, odores e sabores característicos de um fruto.

Portanto cumprida sua missão de fecundação as flores de determinadas espécies vegetais se transformam em um fruto que cresce envolvendo e protegendo a semente.

Aos poucos o fruto vai amadurecendo e momento em que a semente se encontra pronta para germinar ele se rompe liberando-a ao solo dando origem há outra planta.

Há alguns frutos que simplesmente vão secando e rompem-se promovendo a liberação das sementes no solo, há outros que quando maduros abrem-se e arremessam as sementes à grande distâncias.

Os frutos carnosos capazes de agradar o nosso paladar, servem-nos também como alimento, além de alimentar animais de diferentes espécies tendo suas sementes liberadas novamente na natureza.



 

 


Atração de Agentes polinizadores


Outra importante função das flores em um jardim é atrair agentes que irão auxiliar no processo de polinização.

Isto acontece em virtude das cores e dos aromas emitidos por determinadas flores responsáveis por atrair borboletas, morcegos e aves de diferentes espécies.

No interior de determinadas flores há um líquido chamado néctar que tem como função alimentar para insetos e aves.

Para chegar até este líquido eles têm de percorrer um caminho no qual se encontram os grãos de pólen.

Uma vez percorrido este caminho insetos e aves têm seu corpo impregnado por grãos de pólen e quando pousam em um exemplar feminino da mesma espécie os disseminam nela.

Esta é somente uma das formas de fecundação das flores que também pode ser feita através dos ventos que dispersam os grãos de pólen que possuem um menor porte, além de serem mais leves.

Portanto antes de decorar seu jardim tenha em mente que tipo de planta você gostaria de ter, se você não se incomoda em ter muitos insetos em volta de suas flores escolha espécies que exalam cheiros, caso contrário escolha as que dispersam grãos de pólen através do vento.

 

 

publicado por olga pires às 20:28

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